quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Desejo


Hoje me encontro dividida entre o que sou e o que quero ser ao seu lado. É como se eu não mais vivesse inteira antes que o futuro que nos espera possa vir nos abraçar dentro do nosso próprio abraço e nos serenar a alma.
Hoje estou às margens de mim mesma, afogada num mar de emoções. Náufraga de uma mistura de saudade e ansiedade que acontece quando o coração quer, mas o corpo não pode. Invento momentos na mente, teço-os com carinho, brincando de ser Deus, na tentativa vã de transformar a suavidade de um beijo fictício, feito por materiais sutis da mente, em realidade feita de matéria bruta, embora delicada...
Hoje estou como ontem, vivendo as delícias de um tempo passado que jamais passou, conservando os momentos preciosos de tempos dourados.
Sinto como se as horas não mais avançassem, como um protesto de sua ausência.
E se tudo hoje é demora, é porque um dia as horas andaram depressa,como se quisessem alcançar abruptamente o nosso destino maior, a fim de nos garantir um porto seguro.
Encontro-me no futuro, e bem longe de mim mesma, porém mais perto de ti. O presente não me oferece presentes e se afastou de mim, o ‘aqui, agora’ é unicamente a sua ausente presença viva, em carne viva...
Hoje também sou melodia e canto o amor em minha alma. E de meus olhos, vejo a vida colorida e mágica, como nos contos de fadas.
Hoje dói em mim uma dor do parto, misto de dor e prazer, de esperança e alegria, por saber quanto amor a espera...
Hoje me encontro dividida entre o que sou – plenitude-
E o que quero ser plenamente...
Hoje quero ousar-me matemática: somar-te à mim para dividir o amor e multiplicar as alegrias... e sigo contando as horas para estar junto a ti.

Andréa Mello

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Reconhecimento e gratidão...


Mais um ano termina.
Momento de reflexão, de limpar a casa, tirar a poeira, resgatar o essencial que estava perdido...jogar fora os lixos mentais, emocionais, agradecer a Deus pelos momentos bons e pelos momentos ruins, porque um é presente, o outro é aprendizado e ambos são bençãos! Momento de agradecer à tudo e às pessoas especiais que conhecemos, as que sempre caminharam conosco e as que se foram de nossas vidas para sempre. Porque todas são igualmente importantes, Tiveram seu tempo produtivo para construir um pouquinho da nossa estrada que nos leva à vitória. Estão sempre presentes quando têm que estar e se vão quando têm que tocar em outras vidas...
Enquanto isso, Deus age incansavelmente: traça o tempo exato de cada coisa, une os destinos, apara as arestas, aponta caminhos com bússola e mapas para nunca perdermos a direção, planeja sempre o melhor para nós, mas às vezes nosso olhos embaçados não conseguem enxergar...
Ele é aquele que dá forma aos esboços traçados pela nossa própria vontade, que muitas vezes é tão falha, tão cega, e tão egoísta. Ele é a direção do barco que nós dirigimos.É aquele que nos garante a vitória na hora certa pelo motivo que só Ele sabe. Às vezes a espera é longa, mas se até a natureza tem seu tempo para dar frutos, porque teimamos em não entender que a natureza humana é regida pelos mesmos princípios? Que tudo tem uma ordem natural e precisa de condições certas para acontecer, assim como as flores precisam da primavera para desabrochar com excelência...
Contudo, o segredo é confiar sempre: Os planos Dele são seguros, mesmo que às vezes achemos que não...porque só quem sabe mais de nós é Ele. Só quem sabe o que nos faz verdadeiramente felizes é Ele, assim como nossos pais que um dia se negaram a realizar alguns de nossos desejos, simplesmente porque não era para o nosso bem...
Então, devemos relaxar! Soltar o cabo da nau e deixar a vida seguir seu fluxo, fazendo nossa parte e confiando e entregando nossos momentos em suas mãos!
E como já dizia a frase: "No fim de tudo, tudo dá certo. Se ainda não deu certo, é porque não chegou ao fim...." Eu creio que quanto mais acreditamos nisso, mais teremos força para realizar!
Essas palavras podem parecer piegas, brega, chichê,...ok! Normal! É porque nos desacostumamos à reconhecer, à sentir gratidão, e reconhecermos que só Ele, Deus, é poderoso para abençoar nossas vidas. Enquanto relutarmos ao seu Poder, iludidos pelo poder de nossa pequenez, podemos permanecer limitados para recebermos suas bênçãos infinitas...
Fé na vida, Fé em Deus...é esse o maior combustível para nos mover adiante!
Feliz 2011!!!

Andréa Mello

Andréa Mello

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Vivendo e aprendendo

"Aprendi a sonhar os sonhos de Deus - seus Planos são sempre maiores que os meus...
Aprendi a aceitar o que a vida me entrega e a entregar o que a vida me nega...
Aprendi a não mais insistir ao que a mim não pode vir...
Aprendi a abençoar a minha dor; por meio dela eu encontro o amor...
Aprendi a dissipar a escuridão com a Luz que há dentro do coração.
Aprendi a deixar fluir a vida para que possa ser plenamente vivida.
Aprendi a nascer, crescer, viver e morrer..."

-Andréa Mello-
"E o que busco é sempre maior do que almejo...
O corpo busca alcançar o desejo.
A alma busca a própria realização..."

-Andréa Mello-

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Especialmente


"Há coisas que se perdem para nunca mais voltar.
Há coisas que voltam para nunca mais se perder..."

-Andréa Mello- (18.11.10)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010


"Volto ao tempo que passou
O céu azul que existiu
Lá eu encontro quem sou
E a estrela que nos uniu.

No barco que naveguei
Levei junto os sonhos também
O destino eu não entreguei
O horizonte vai sempre além.

Na alma do seu olhar
Refaz-se a minha esperança
É doce e eterno te amar
Da tempestade vem vindo a bonança.

E o outono vai recolher
As sementes do nosso caminho
Ao seu lado há de viver
A flor que não conhece espinhos."

-Andréa Mello- (15/11/10)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Eternidade pra te amar (resposta ao tempo...)


Amor eu estou aqui.
Eu quero muito te encontrar
Também preciso te falar: Amo você.
E o que eu sinto não vai mudar
Nem se o mundo acabar
Eu tenho o infinito pra te amar!

Eu quero ser sua paz
E eu não quero nem saber
O que tu fazes e o que deixas de fazer.
Quero te dar o meu amor
E quero te amar cada vez mais.
E eu não vou fazer questão de complicar!

Pra mim nunca foi o fim
Você mora dentro de mim
Há tempos eu já encontrei
Um jeito de te amar assim
É tarde, você decidiu
Mas para sempre eu vou te esperar
E a gente vai voltar!

-Andréa Mello- ( na certeza de que o amor é mesmo para sempre...)

terça-feira, 2 de novembro de 2010


"O vazio vai além do nada: é o tudo que não se completa...
A solidão vai além de estar só: é estar sem a própria presença...
A tristeza vai além da dor: é a alma que não se encontrou...
O amor vai além do amor: Muito além...muito além..."

-Andréa Mello-

sábado, 30 de outubro de 2010


"Misterioso lago de águas calmas e cristalinas, és o meu espelho, e eu, a tua face; Fundidos e confundidos na realidade estranha que é todo o existir, encontramo-nos na amplidão das possibilidades quânticas e infinitas, que num lapso de tempo eterniza-nos e então nos tornamos um. Entrelaçamo-nos e nos identificamos pela visão que ambos contemplam: Tu és eu. Eu sou tu. Unidos e confundidos: Somos nós."

-Andréa Mello-

quarta-feira, 6 de outubro de 2010


"Trago o pranto encondido no peito,
que estampa o semblante triste, exprime o gosto amargo, arranca o apetite e mira o olhar pra baixo.
O pranto que não saiu, não molhou a face, e sufocou a próprio dor.
Trago o lamento escondido no peito, que cala a própria agonia, sufoca o coração machucado, exprime o corpo curvado e se nega a encarar o mundo.
O lamentou que não gritou, não protestou, engoliu a seco o discurso e implodiu em silêncio...
Hoje 'eu sou' porque existo pro mundo, embora não exista em mim.
Sou o contínuo vazio do 'antes' que sequer tornou-se 'depois'.
Sou apenas o vácuo, cheia do que não soube esvaziar...
E vou seguindo em vão, buscando encontrar a resposta da pergunta que um dia calou..."

-Andréa Mello-

sábado, 24 de abril de 2010

Resposta


"Porque a agonia de um amor distante é a eternidade de um pesadelo que não quer acordar.
Porque o tempo não apaga o amor e só aumenta a dor..
Porque a presença é o único remédio, e sem ela a vida vai sobrevivendo.
Lembrar e pra sempre lembrar. Viver e aos poucos morrer : A rotina dos dias..."

-Andréa Mello-

sábado, 20 de fevereiro de 2010


"O tom exagerado de meus discursos, acrescido de palavras torneadas de emoções parecem diluir minha sofreguidão.
O desabafo no papel refresca a vontade de materializar o que ainda não saltou do futuro para ir de encontro ao presente.
Invento paixões com uma imaginação pueril, quase inocente.Verdadeiramente, anseio pelo príncipe de um cenário fictício que, amedrontado pela dura realidade, não ousa sair da fantasia de suas páginas para não correr o risco de perder o próprio encanto...
Fico estupefata ao pensar na impossibilidade de encontrar-me em seus braços e assim manter meu coração congelado pela morbidez de um corpo intocado pelas graças do amor que salva.
Por ora, no horizonte de minhas linhas abençoadas por um poema, reinam absolutos os sapos que um dia ousei coroar quando a cegueira tapou-me os olhos... Dou-lhes todo o afeto de meus excessos. Dou-lhes todo o carinho dos meus hiatos. Faço deles o personagem principal do enredo de minhas alegrias e das minhas dores vividas.Presenteio-lhes com um poema para lembrar minha própria importância...faço deles uma alquimia, simulando ter encontrado o amor clichê dos contos de fadas.
A imaginação salva o desamor."

-Andréa Mello-

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Uma nota...


"A noite empresta o silêncio à trama dos versos vividos, impressos na memória, selado pelo instante dissipado pela realidade desencontrada dos dias.
É amargo o doce que eu devoro - tenho sede de mastigar lentamente o destino e saciar-me com sua carne, a nutrir minha alma aflita, serva dos ditames do amor.

Corpos latejantes e arqueáveis são rendidos pelo poder da loucura do instante são, recobrado pelo primeiro suspiro em êxtase, que retoma a vida e a faz renascer. O adorno do brilho cintilante de um olhar a fitar-me na penumbra da noite enfeita meu corpo com carinho.

A despedida - malogro e pesar, como se não mais houvesse retorno possível no caminho feito de curvas perigosas - como se ´nunca mais´fosse o juramento fiel de um coração que agoniza de vontade de devorar a presença, tal como ´pra sempre´fosse um decreto cravejado de verdade...

O solilóquio de um coração vertiginoso desafina na solidão a clamar seu nome espargido ao vento, sem ecoar sua presença.
Eu, só, entre quatro paredes, rendida a ti, entrego os pontos desse jogo sem regras e sem jogador - é jogo de dados: sorte ou azar...

Tens a mim sem que me tenhas...
Tenho a ti sem que te possua...
É essa a liberdade que prende. É essa a cilada do amor..."

-Andréa Mello-