
"O homem, perdido em sua realidade irreal:
Ouve e já não escuta...fala palavras vazias...
Cala, mas não silencia...experimenta, mas não assimila...
Agradece, mas não reconhece...Culpa a vida e teme a morte...
Reclama da escassez do amor e economiza sorrisos...
Procura a felicidade, mas já não encontra a si mesmo...
Não sabe mais o valor de um beijo, mantem-se frio ao calor de um abraço, e reclama da solidão...Não reconhece mais a verdadeira beleza e admira o que não já não é tão belo...
Sua presença é muito mais ausência, seu estado desperto segue adormecido...
Em sua estranha lucidez, seus sentidos enlouqueceram.
Dá valor ao que não tem valor real e desvaloriza a si próprio... Segue sobrevivendo, ao viver de mentiras criadas por sua própria ilusão...
Tão rico...e tão pobre...
Tão forte...mas tão fraco...
E nessa louca contradição sepulta-se em vida,
aniquilando-se de vez.
Vê tudo, mas nada enxerga...
Adormeceu em sua ignorância.
Desapareceu em sua superficialidade."
-Andréa Mello-





