sexta-feira, 31 de julho de 2009

Ilha Grande - (feito em) 2004


"Uma vez você não me encontrou ao seu lado
Eu não estava no seu presente e nem no seu passado
Mas num futuro que não podias ver -
Eu sempre estive com você...

Em meio às turbulentas ondas da vida
Surge a esperança em uma paisagem perdida
Você vem para me resgatar -
O amor não pode mais esperar...

E enquanto o sol não aparece
É você que com carinho me aquece
Dá calor aos meus pés, transmite calma
Aquece meu corpo e minha alma

A lua guia a nossa caminhada
Seguimos juntos a mesma estrada
E aquela estrela que brilha só pra nós
Fica mais forte quando estamos a sós."

...

(E, então, pra sempre eu olhei o mar
E, pra sempre, nunca deixei de lembrar
Da lembrança que me pediste pra eu ter
Cada vez que ele viesse me ver...)

-Andréa Mello-

Minha Prece


"Deus,
permita que na minha vida nunca falte o sal...o sol... e nem o céu...
Amém."

-Andréa Mello-

domingo, 12 de julho de 2009

Um pedido


"FELICIDADE: Darei a ti tu própria, como recompensa de meus dias felizes, para que então, vires êxtase ao conheceres o seu próprio paraíso! Peço-lhe que depois retornes a mim, e ao aprovares a experiência de se sentir em ti mesma, eu te deixo ser comigo; e então, pra sempre, fundida a mim, nunca mais seremos sós e nem tristes!"

-Andréa Mello-

sábado, 4 de julho de 2009

Sem respostas


"Por onde anda o caminho de quem não se encontrou, a estrada que ninguém passou, a flor que ninguém fitou?
Por onde segue o vento que me soprou uma inspiração, que refez minha ilusão ao deitar sereno num poema manso a escrever alguma forma de amor?
Por onde seguem as vidas que me desconstruíram, fazendo-me imergir das cinzas?
Qual fora o tombo que me furtou a espontaneidade, que acendeu meu medo, induziu-me a sabotar as minhas ânsias mais ousadas, mas tornou-me intacta na força de meu próprio ser?
Qual fora a palavra que calei para sempre, impedindo-me de avançar em alguma direção a me mostrar a meta a ser alcançada?
Qual fora o silêncio que gritei, perdendo para sempre a mensagem final?
Pra onde seguira o choro contido e o sorriso travado pela insensibilidade que me camuflou? Estaria ainda dentro de mim, pronto pra ser transbordado, ou saiu-me pelos poros, de encontro a quem o queira manifestar?
Qual fora o momento certo na hora errada? Qual fora a hora certa
no momento inoportuno?
Quem responderá às perguntas sem respostas?
Quem encontrará os sonhos perdidos no caminho?
Quem transformará a tristeza em felicidade, suavizando os pés cansados de trilhar o caminho íngreme que conduz ao cume?"

-Andréa Mello-

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Embalo


"Um recua, enquanto o outro segue lentamente em sua direção: Dois passos a frente, um passo atrás - nada está no seu lugar. Entram no ritmo, encontram o tom, completam uma série harmônica.
Um acorde, um acordo, uma oitava acima -
uma nota grave? um estado agudo?!
Um giro, uma ginga, mexe o cabelo, faz um gracejo, balança o corpo com jogo de cintura; marcam o passo no compasso!
Conduzidos pela sinfonia, vibram na mesma sintonia, afinam a afinidade - algo os toca de verdade.
Um conduz, o outro seduz e tudo reluz como ouro!
E seguem vibrando,
e seguem dançando conforme a música..."

-Andréa Mello-