
Esse amor que desconhece o parto - e jamais será velado!
Pulsa-lhe a vida - embora não lhe pulse um coração... Rouba-me as noites ao clarear meus atalhos, embora nunca se lembre Luz... Fulgura nas sombras nuas da parede vazia ao refletir a cor das mil faces do êxtase supremo. Alimenta sonhos e mata de sede a realidade.Afaga a embriaguez noturna, tortura a lucidez das manhãs. Cinza consumida, fato consumado, chama ardente a pulsar
incansável na hora atemporal.Parte sem perder a lembrança do caminho.
Retorna sem deixar rastros de destino.Chora o pranto do sorriso que liberta, e ri a invocar uma esperança aprisionada.
Lembra-se santo quando nas garras do pecado, e pecador ao revelar uma verdade inventada. Amor estenuado de vazio, incansável a buscar a plenitude.
Inominável, inexistente, recriado, sem sentido.
Sentido além dos sentidos - transcendental -
Amor, embora não o saiba amor?
(Andréa Mello)
(Andréa Mello)


