
"Escrevo para despir a alma, para devolver-me a calma e anestesiar meus sentidos.
Escrevo para fugir de mim, para encontra-me em alguém, ou em algo, ou em nada.
Escrevo para perder-me na vastidão dos meus sonhos acumulados e sufocados pela friagem lá de fora dos meus versos.
Escrevo para ousar-me entendida mesmo que jamais compreendida...
Para falar uma língua inventada em meu próprio idioma...
Escrevo para brincar com a tristeza, fingindo ser alegria.
Para ousar a alegria e tê-la de fato.
Escrevo para desabafar os meus pertences sigilosos, o meu mundo vasto, tudo o que há dentro e fora e sempre e nunca...
Escrevo para me tornar o que não seria se as palavras não me alcançassem.
Escrevo para ser a personagem principal de um mundo fictício, tecido na trama real do dia a dia.
Escrevo para colorir o preto e o branco quando as tintas falham e a paisagem se torna opaca...
Escrevo para voar em meus pensamentos cheios de asas, e aterrizar em algum outro...
Escrevo para encenar a minha própria biografia.
Escrevo quando a alma quer explodir..."
-Andréa Mello-



