sábado, 30 de outubro de 2010


"Misterioso lago de águas calmas e cristalinas, és o meu espelho, e eu, a tua face; Fundidos e confundidos na realidade estranha que é todo o existir, encontramo-nos na amplidão das possibilidades quânticas e infinitas, que num lapso de tempo eterniza-nos e então nos tornamos um. Entrelaçamo-nos e nos identificamos pela visão que ambos contemplam: Tu és eu. Eu sou tu. Unidos e confundidos: Somos nós."

-Andréa Mello-

quarta-feira, 6 de outubro de 2010


"Trago o pranto encondido no peito,
que estampa o semblante triste, exprime o gosto amargo, arranca o apetite e mira o olhar pra baixo.
O pranto que não saiu, não molhou a face, e sufocou a próprio dor.
Trago o lamento escondido no peito, que cala a própria agonia, sufoca o coração machucado, exprime o corpo curvado e se nega a encarar o mundo.
O lamentou que não gritou, não protestou, engoliu a seco o discurso e implodiu em silêncio...
Hoje 'eu sou' porque existo pro mundo, embora não exista em mim.
Sou o contínuo vazio do 'antes' que sequer tornou-se 'depois'.
Sou apenas o vácuo, cheia do que não soube esvaziar...
E vou seguindo em vão, buscando encontrar a resposta da pergunta que um dia calou..."

-Andréa Mello-