
"Trago o pranto encondido no peito,
que estampa o semblante triste, exprime o gosto amargo, arranca o apetite e mira o olhar pra baixo.
O pranto que não saiu, não molhou a face, e sufocou a próprio dor.
Trago o lamento escondido no peito, que cala a própria agonia, sufoca o coração machucado, exprime o corpo curvado e se nega a encarar o mundo.
O lamentou que não gritou, não protestou, engoliu a seco o discurso e implodiu em silêncio...
Hoje 'eu sou' porque existo pro mundo, embora não exista em mim.
Sou o contínuo vazio do 'antes' que sequer tornou-se 'depois'.
Sou apenas o vácuo, cheia do que não soube esvaziar...
E vou seguindo em vão, buscando encontrar a resposta da pergunta que um dia calou..."
-Andréa Mello-
que estampa o semblante triste, exprime o gosto amargo, arranca o apetite e mira o olhar pra baixo.
O pranto que não saiu, não molhou a face, e sufocou a próprio dor.
Trago o lamento escondido no peito, que cala a própria agonia, sufoca o coração machucado, exprime o corpo curvado e se nega a encarar o mundo.
O lamentou que não gritou, não protestou, engoliu a seco o discurso e implodiu em silêncio...
Hoje 'eu sou' porque existo pro mundo, embora não exista em mim.
Sou o contínuo vazio do 'antes' que sequer tornou-se 'depois'.
Sou apenas o vácuo, cheia do que não soube esvaziar...
E vou seguindo em vão, buscando encontrar a resposta da pergunta que um dia calou..."
-Andréa Mello-



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