
Hoje me encontro dividida entre o que sou e o que quero ser ao seu lado. É como se eu não mais vivesse inteira antes que o futuro que nos espera possa vir nos abraçar dentro do nosso próprio abraço e nos serenar a alma.
Hoje estou às margens de mim mesma, afogada num mar de emoções. Náufraga de uma mistura de saudade e ansiedade que acontece quando o coração quer, mas o corpo não pode. Invento momentos na mente, teço-os com carinho, brincando de ser Deus, na tentativa vã de transformar a suavidade de um beijo fictício, feito por materiais sutis da mente, em realidade feita de matéria bruta, embora delicada...
Hoje estou como ontem, vivendo as delícias de um tempo passado que jamais passou, conservando os momentos preciosos de tempos dourados.
Sinto como se as horas não mais avançassem, como um protesto de sua ausência.
E se tudo hoje é demora, é porque um dia as horas andaram depressa,como se quisessem alcançar abruptamente o nosso destino maior, a fim de nos garantir um porto seguro.
Encontro-me no futuro, e bem longe de mim mesma, porém mais perto de ti. O presente não me oferece presentes e se afastou de mim, o ‘aqui, agora’ é unicamente a sua ausente presença viva, em carne viva...
Hoje também sou melodia e canto o amor em minha alma. E de meus olhos, vejo a vida colorida e mágica, como nos contos de fadas.
Hoje dói em mim uma dor do parto, misto de dor e prazer, de esperança e alegria, por saber quanto amor a espera...
Hoje me encontro dividida entre o que sou – plenitude-
E o que quero ser plenamente...
Hoje quero ousar-me matemática: somar-te à mim para dividir o amor e multiplicar as alegrias... e sigo contando as horas para estar junto a ti.
Andréa Mello
Hoje estou às margens de mim mesma, afogada num mar de emoções. Náufraga de uma mistura de saudade e ansiedade que acontece quando o coração quer, mas o corpo não pode. Invento momentos na mente, teço-os com carinho, brincando de ser Deus, na tentativa vã de transformar a suavidade de um beijo fictício, feito por materiais sutis da mente, em realidade feita de matéria bruta, embora delicada...
Hoje estou como ontem, vivendo as delícias de um tempo passado que jamais passou, conservando os momentos preciosos de tempos dourados.
Sinto como se as horas não mais avançassem, como um protesto de sua ausência.
E se tudo hoje é demora, é porque um dia as horas andaram depressa,como se quisessem alcançar abruptamente o nosso destino maior, a fim de nos garantir um porto seguro.
Encontro-me no futuro, e bem longe de mim mesma, porém mais perto de ti. O presente não me oferece presentes e se afastou de mim, o ‘aqui, agora’ é unicamente a sua ausente presença viva, em carne viva...
Hoje também sou melodia e canto o amor em minha alma. E de meus olhos, vejo a vida colorida e mágica, como nos contos de fadas.
Hoje dói em mim uma dor do parto, misto de dor e prazer, de esperança e alegria, por saber quanto amor a espera...
Hoje me encontro dividida entre o que sou – plenitude-
E o que quero ser plenamente...
Hoje quero ousar-me matemática: somar-te à mim para dividir o amor e multiplicar as alegrias... e sigo contando as horas para estar junto a ti.
Andréa Mello



Você e seu texto são pura poesia...
ResponderExcluirObrigada!
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