
"De joelhos está minha agonia.
Dá-me um canto ínfimo do seu olhos para abrigar o meu olhar perdido!
Toma uma fração do seu segundo para renovar-me no descanso do teu abraço.
Lança o calor da sua presença à esperança congelada pela história do passado.
És tu a moldura a dar forma à minha face corroída pela dúvida -
Brilhe o meu semblante no espelho do seu sorriso!
Migalhas tornaram-se os meus dias desgastados pela fome de ti .
Ouso resgatar minha ousadia para provar desse amor provado pelo tempo.
Imploro-te: Toma esse amor num só gole, como quem bebe da fonte santa; livra-o da sentença cruel estampada nas margens de um último suspiro...
Salva-me do descaso da indiferença amarga e corrosiva e aceita a minha mão sobre a sua entrelaçada na aliança reluzente do infinito.
Imploro-te: Traga-me cinco minutos de sua eternidade!
Saia esse amor do cativeiro para fazer de nós o seu próprio prisioneiro...
Vem, minha alma te chama...
Vem! Ousas fugir? Não vês que toda a estrada é feita com o que levas de mim...?"
-Andréa Mello- (1/08/2011...)



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