segunda-feira, 15 de junho de 2009

Do amor pela metade...


"Vinha ele a toda a hora pousar em minha mente, trazido por uma força que me fugia o controle, numa tentativa certeira de chacoalhar meus instintos.
Um misto de volúpia e delírio tocavam-me desde o fio do cabelo, contraindo todas as partes de mim, num arrepio quase convulsivo.
Era uma força intensa, brutal, estonteante, mágica.
Ao seu lado, a vulnerabilidade me desnudava, e eu indefesa, expunha-me de peito aberto à toda a paixão que não me deixava conter-me.
Eu não dominava os disfarces. Não podia mais guardar os meus segredos em meu espaço sagrado, porque o que exalava de mim era seu próprio perfume...

Ruídos incessantes que chegavam de fora, tolhiam-no do contato mais íntimo consigo mesmo. O brilho das cascas vazias desviavam-lhe o olhar das metas de sua alma, desejosa de um amor verdadeiro. Iludia-se com seu ego insaciável, inebriado do "ouro dos tolos."
Seguiu a vida sem ao menos revela-se a si próprio! Perdera a essência do que lhe era essencial... E por não saber sequer de um grande amor que nutria por um alguém - por não se saber inteiro - fora condenado a viver pela metade..."

-Andréa Mello-

Um comentário:

  1. Lindo texto Thini-á!!rs Adorei. Voce escreve muito bem. Um texto poético sobre paixão, sentimentos, desejos e amor. Parabens! :)

    Um beijo no coração

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