
“Vem , liberta-me do cativeiro que me ofertaste,
livra-me das algemas que me condenaste-
sou prisioneira dos seus sentidos ingratos,
cheio de pudores encantados de pecado.
livra-me das algemas que me condenaste-
sou prisioneira dos seus sentidos ingratos,
cheio de pudores encantados de pecado.
A ti, vagas lembranças lhe resta do amor;
inebria-te em tórridas paixões, a teceres de desassossego a alma.
Tal qual um leão faminto, devoras o banquete sagrado,
indo de encontro ao instinto fugaz.
inebria-te em tórridas paixões, a teceres de desassossego a alma.
Tal qual um leão faminto, devoras o banquete sagrado,
indo de encontro ao instinto fugaz.
Segues como um deus extraviado dos caminhos celestes,
buscando o inferno dos desejos vãos.
Pegadas na areia se apagam a cada passo dos ponteiros
frios das horas - o alicerce de teus pés já não lembra a sua estrada.
buscando o inferno dos desejos vãos.
Pegadas na areia se apagam a cada passo dos ponteiros
frios das horas - o alicerce de teus pés já não lembra a sua estrada.
Suplico ao amor, ardendo em preces,
a estender-lhe as mãos e lhe resgatar incólume
do poço enlameado que te reveste a carne.
a estender-lhe as mãos e lhe resgatar incólume
do poço enlameado que te reveste a carne.
Vem, traga-me a carta de alforria.
Escrava sou das armadilhas de seus dias,
perdidos na paisagem da escuridão noturna.
Escrava sou das armadilhas de seus dias,
perdidos na paisagem da escuridão noturna.
Vem, devolva-me o que sugaste de minhas entranhas;
o meu corpo conhece o frio.
É inverno em minha alma.”
-Andréa Mello-
o meu corpo conhece o frio.
É inverno em minha alma.”
-Andréa Mello-



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