
“Avisto o futuro pela fresta estreita da porta de entrada.
A pupila contraída retém a claridade no olhar, guardando os dias brilhantes que prometem desabrochar.
Num lampejo de aurora que me circunda a mente, busco acariciar as poéticas horas que me precedem os dias em branco, ainda intactos.
Ouso prever a felicidade que me aguarda com a mesma intensidade de uma criança que almeja tocar uma estrela cadente eternizada por um pensamento
Insisto num sorriso leve e pretencioso, numa tentativa de condensar a felicidade que paira no ar e ousa encher-me os pulmões.
Desafrouxo o nó de meus sonhos a cada suspiro fácil e prolongado que me tira o fôlego, embargada na ânsia ofegante dos desejos pulsantes.
Dos ciscos que me anuviam os olhos, dos dias empoeirados que borram a paisagem lá fora, dos restos estilhaçados de minha alma que me levam à contra mão de meus dias, me conduzo, estranha e paulatinamente ao paraíso de mim mesma...
Lapido as pedras jogadas em meu caminho pelo vão das mãos hostis, dando-lhe um toque de vida, ao transformá-las em diamantes multifacetados, refletindo um arco-íris de cores mágicas em tons contrastantes.
Dos mágicos diamantes, construo um castelo salpicado de pombas e enfeites trajados de explendor, a servir-me de abrigo, dando-lhe um toque delicado de meu nobre coração.
Faço de minha morada fortaleza e destino para o amor e para todas as glórias que ele contém."
-Andréa Mello-
A pupila contraída retém a claridade no olhar, guardando os dias brilhantes que prometem desabrochar.
Num lampejo de aurora que me circunda a mente, busco acariciar as poéticas horas que me precedem os dias em branco, ainda intactos.
Ouso prever a felicidade que me aguarda com a mesma intensidade de uma criança que almeja tocar uma estrela cadente eternizada por um pensamento
Insisto num sorriso leve e pretencioso, numa tentativa de condensar a felicidade que paira no ar e ousa encher-me os pulmões.
Desafrouxo o nó de meus sonhos a cada suspiro fácil e prolongado que me tira o fôlego, embargada na ânsia ofegante dos desejos pulsantes.
Dos ciscos que me anuviam os olhos, dos dias empoeirados que borram a paisagem lá fora, dos restos estilhaçados de minha alma que me levam à contra mão de meus dias, me conduzo, estranha e paulatinamente ao paraíso de mim mesma...
Lapido as pedras jogadas em meu caminho pelo vão das mãos hostis, dando-lhe um toque de vida, ao transformá-las em diamantes multifacetados, refletindo um arco-íris de cores mágicas em tons contrastantes.
Dos mágicos diamantes, construo um castelo salpicado de pombas e enfeites trajados de explendor, a servir-me de abrigo, dando-lhe um toque delicado de meu nobre coração.
Faço de minha morada fortaleza e destino para o amor e para todas as glórias que ele contém."
-Andréa Mello-



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