
"Paixão:
Pulsar latente disfarçado de eternidade,
urgência de vida, fome compulsiva a devorar os sonhos,
sede insaciável do outro, dor em fase de alegria imortal...
Paixão, essa magia súbita e atônita, reação química
dos corpos, com ação de impulso voraz, imergida das profundezas de um desejo quase visceral; que sucumbe à dor, como o sacríficio de um servo santo à espera de sua redenção, à pensar nas horas de glórias incandescentes - fogos de artíficio a apagarem-se ante um breve momento encantado.
Paixão, esse fogo que consome a lama dos dias, a lavar a alma com o suor das entranhas à fricção dos corpos delirantes; lembra à ausência sua pontual onipresença e presenteia o fel com o mel mais doce.
Paixão, esse instinto primitivo e refinado,
sinalizado por um olhar que de tanto não ver, enxerga..."
(Andréa Mello)
Pulsar latente disfarçado de eternidade,
urgência de vida, fome compulsiva a devorar os sonhos,
sede insaciável do outro, dor em fase de alegria imortal...
Paixão, essa magia súbita e atônita, reação química
dos corpos, com ação de impulso voraz, imergida das profundezas de um desejo quase visceral; que sucumbe à dor, como o sacríficio de um servo santo à espera de sua redenção, à pensar nas horas de glórias incandescentes - fogos de artíficio a apagarem-se ante um breve momento encantado.
Paixão, esse fogo que consome a lama dos dias, a lavar a alma com o suor das entranhas à fricção dos corpos delirantes; lembra à ausência sua pontual onipresença e presenteia o fel com o mel mais doce.
Paixão, esse instinto primitivo e refinado,
sinalizado por um olhar que de tanto não ver, enxerga..."
(Andréa Mello)



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