quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A ti


Querida pessoa,

Tentemos achar a culpa, já que nunca iremos achar o culpado!
Porque ainda somos ego demais para admitir nossos erros, e além do mais os erros são sempre do outro... Ninguém é bobo de ter um bem tão mau desse consigo! Ninguém nunca comprou erros para tê-los e fazer uso deles!
Ontem me disseram que há quem prefira a caçada do que a caça... e há quem prefira errar a assumir o erro. Erros geralmente não são assumidos para si. Aliás, os defeitos são bem pouco revelados para nós. São o nosso maior segredo de nós mesmos. Gozado isso!
(risos)

E seguimos, então, cheios de razão, mesmo que de mentirinha. Porque admiti-los pode ser sinônimo de estupidez, fracasso pessoal, e ninguém quer se sentir fracassado pelo que fez ou mesmo pelo que não fez, ao menos de propósito...
Querida pessoa, já que tudo é mesmo tão relativo, e já que os erros não passam de acertos tortos, porque na verdade ninguém erra porque quer,
eu aceito os seus perdões, mesmo que jamais sejam por ti suplicados a mim.
Quando se deita a cabeça no travesseiro, e quando conseguimos deixar vir a tona nós mesmos, sabemos bem no fundo o que se passa...
Na manhã seguinte, mesmo quando colocamos de novo as máscaras da prepotência, algo em nós permanecerá gritando até que algo seja feito.
Talvez nunca seja feito (o ego sempre grita mais alto), mas então, faço aqui a minha parte: Eu lhe perdôo por você não me perdoar! Pense bem nisso...
E assim eu me liberto de ti e tu te libertas de mim. E então, em liberdade, quem sabe possamos , então, voltar a errar coisas novas? Porque errar de novo os mesmos erros já não nos cabe.
Bem, quem sabe eu esteja errada (a seus olhos?), dentro de meu conceito limitado da verdade? Porque a verdade é mesmo tão relativa...mas há uma verdade que eu não admito que você não concorde comigo: Amigos não foram feitos para serem inimigos.
Querida pessoa, os erros são apagados com borracha...
Eu vejo flores em você!!!
(sorrisos)
Beijos e me liga!

Andréa Mello

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