segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Meditação


Eu calo... e até quando calo, falo...
A mente se agita pelos desejos desenfreados
A vontade indomável tortura meu corpo inerte.
Paraliso-me em minha mudez expressiva, num protesto ousado.
Enxergo a vastidão com meus olhos cerrados.
Exalo o cheiro de orvalho que procede da aurora.
E eu calo... e falo, até quando calo.
E Quem ouve permanece no centro,
e Quem responde permanece lá dentro...E fala, até quando cala...

-Andréa Mello-

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