Segui os passos que o destino deixara traçado em algum ponto do universo.
A caminho de meu trajeto a ser percorrido, adiantei o relógio, como se as paisagens tivessem pressa de mim, como se eu pudesse refazer os destinos congelados nos livros de história e mudar o rumo dos prisioneiros traídos, dos amantes impedidos de realizar seu amor, dos verdadeiros heróis algumas vezes sacrificados por uma realeza emergida em pompas, submersa na luxúria efêmera que nunca tarda a deserdar-lhe o trono.
Adentro o palácio francês. Algo grandioso me aguarda. Objetos valiosos, jóias cravejadas de ouro e pedras preciosas, as mais belas obras de arte de diferentes épocas , beleza e mais beleza em qualquer lugar que meus olhos pudessem mirar. Pinturas magníficas descansavam nos tetos, enfeitados por anjos pequeninos de asinhas curtas.Contornos minunciosamente trabalhados davam forma à tudo o que se encontrava ao redor. Nenhum espaço era esquecido. A harmonia era visível em cada passo que avançava pelo caminho; os detalhes lembravam algo divinamente divino!
Em algum lugar mais adiante avistei uma coroa que girava dentro de uma redoma de vidro, reinando absoluta, sem que ninguém jamais pudesse roubar-lhe o lugar. Estava para sempre prisioneira e "condenada" às glórias de um trono imaginário, seria para sempre fitada e enaltecida por olhos agraciados pelo seu explendor de valor incalculável.
Avistei os jardins do lado de fora do palácio e segui em sua direção quase que totalmente hipnotizada pela sua grandiosidade. Lembrava-me algo como o céu e era como se eu já tivesse estado ali. Teceu-me de saudade a alma, como se me fosse algo familiar; como se fosse meu, por direito, desfrutar daquela mistura de beleza, paz e explendor que revestia aquela vastidão que mais parecia imaculada. Ao fundo, uma música de Beethoven sussurrava em meus ouvidos, juntamente com a brisa que soprava neles. O céu estava azul, combinado com o próprio "céu"!
Senti-me majestosa na grama verde e mansa que me acariciava os pés cansados de sustentar um caminhante afoito, com pressa de que a viagem nunca chegasse ao fim, perdida na beleza do jardim do palácio parisiense.
Algo naquele momento mudara, mesmo sem quem eu soubesse exatamente o que. Lamentei por não poder mudar a história que passara... contudo, pela própria história, algo em mim mudou...
-Andréa Mello-
A caminho de meu trajeto a ser percorrido, adiantei o relógio, como se as paisagens tivessem pressa de mim, como se eu pudesse refazer os destinos congelados nos livros de história e mudar o rumo dos prisioneiros traídos, dos amantes impedidos de realizar seu amor, dos verdadeiros heróis algumas vezes sacrificados por uma realeza emergida em pompas, submersa na luxúria efêmera que nunca tarda a deserdar-lhe o trono.
Adentro o palácio francês. Algo grandioso me aguarda. Objetos valiosos, jóias cravejadas de ouro e pedras preciosas, as mais belas obras de arte de diferentes épocas , beleza e mais beleza em qualquer lugar que meus olhos pudessem mirar. Pinturas magníficas descansavam nos tetos, enfeitados por anjos pequeninos de asinhas curtas.Contornos minunciosamente trabalhados davam forma à tudo o que se encontrava ao redor. Nenhum espaço era esquecido. A harmonia era visível em cada passo que avançava pelo caminho; os detalhes lembravam algo divinamente divino!
Em algum lugar mais adiante avistei uma coroa que girava dentro de uma redoma de vidro, reinando absoluta, sem que ninguém jamais pudesse roubar-lhe o lugar. Estava para sempre prisioneira e "condenada" às glórias de um trono imaginário, seria para sempre fitada e enaltecida por olhos agraciados pelo seu explendor de valor incalculável.
Avistei os jardins do lado de fora do palácio e segui em sua direção quase que totalmente hipnotizada pela sua grandiosidade. Lembrava-me algo como o céu e era como se eu já tivesse estado ali. Teceu-me de saudade a alma, como se me fosse algo familiar; como se fosse meu, por direito, desfrutar daquela mistura de beleza, paz e explendor que revestia aquela vastidão que mais parecia imaculada. Ao fundo, uma música de Beethoven sussurrava em meus ouvidos, juntamente com a brisa que soprava neles. O céu estava azul, combinado com o próprio "céu"!
Senti-me majestosa na grama verde e mansa que me acariciava os pés cansados de sustentar um caminhante afoito, com pressa de que a viagem nunca chegasse ao fim, perdida na beleza do jardim do palácio parisiense.
Algo naquele momento mudara, mesmo sem quem eu soubesse exatamente o que. Lamentei por não poder mudar a história que passara... contudo, pela própria história, algo em mim mudou...
-Andréa Mello-



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